" Quando a vejo pela porta da cozinha, que dá para a varanda dos fundos, sentada na cadeira trançada, olhando para o nada, logo cedo, me dá um nó na garganta, um aperto no peito, um soco no estomago. Como pode? Aquela mulher deprimida que veste um cardigã verde, o mesmo cardigã verde que comprei a anos, mas na época ela era uma menininha alegre, como podem ser a mesma pessoa? Como pode aquela que me fez descobrir o amor pela vida, ser a mesma que agora luta para não acabar com a própria. Eu tenho saudades da minha menininha, que mesmo parecendo frágil, ela era forte; e já essa que tenho agora parece ser forte, carrasca, mas precisaria de uma faixa de ‘cuidado, frágil’, é de dar medo de encostar, tocar em uma palavra, parece que nosso tempo se perdeu em um tempo só dela. Vem-me á cabeça o sonho que ela tinha tão grandioso que te fazia encher o coração de tanta generosidade que rondava aquele rostinho angelical, me emocionava vê na tamanha esperança que ela tinha de realmente fazer a história no mundo. Ela era admirada não só por mim, mas por muitos que se inspiravam naquele seu sorriso encantador. Pois é, nem parece que digo da mesma que se sentas e choras pelos cantos. Uma triste realidade. Mas o que realmente acontece com essa bela mulher que hoje só está a se machucar diariamente com suas doses de melancolias? Será saudade ou coração machucado? Decepção amorosa ou perda do seu grande amor? Uma dor forte sei que foi, pois sua dor é transmitida pelo seus fundos olhos de lágrimas. Uma dor que passa pra todos que a veem encolhida, deprimida. Uma dor tão profunda que chega a perfurar a alma de quem tenta ameniza-la. Ela era uma garota tão forte, como hoje se tornou tão frágil, tão fria? A minha garota tão angelical, me diga, onde ela foi parar? Onde foi parar a minha garota revolucionária dos tempos atrás? Onde foi parar a pequena mulher que sonhava tão alto que chegava a impressionar os mais velhos? Ela não pode ter se perdido no meio da tristeza. Ela ainda tem de estar viva, dentro desta que se encontra tão derrotada. Já foi ao mais profundo dela mesma, procurar talvez uma saída, uma solução, não encontrando, caindo si, tentando entender o que estava acontecendo. Mesmo se perdendo dentro dela mesma, ela sabia que no fundo tinha uma força sem igual, ela estava achando essa força, mas saber dessa existência já lhe dava motivos suficientes para continuar a procurar. Pensando em vários momentos que poderia deixar de chorar, sentindo uma imensa bipolaridade, a qual já estava deixando ela cansada. "
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" Eu não quero perder você. Eu estou nervoso que você voou três mil milhas para ficar longe de mim por alguns dias, porque você não pode pensar claramente ao meu redor. Acontece o mesmo comigo Anastásia. Minha razão desaparece quando nós estamos juntos. É muito intenso o que eu sinto por ti. "
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" Sou tão chorona. Choro por sentir saudade. Choro por ler um livro e ver que o personagem morreu no decorrer da história. Choro se minha mãe briga comigo. Choro ouvindo música. Choro assistindo filmes se tiver qualquer draminha. Choro na TPM. Choro de raiva. Choro de tanto rir. Choro, choro mesmo não vou negar. E digo mais, se eu não chorasse tanto assim, já teria explodido com tudo guardado aqui dentro de mim. "
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" E tem sempre aquela pessoa que te faz dar o sorriso mais lindo, que te faz dar o abraço mais aconchegante, que te faz ver que a vida não foi feita só pra sofrer, que a vida também é feita de felicidade. "
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